Se eu quisesse enganar meus investidores…

Ótimo tweet do OnlyCFO, serve para reflexão sobre métricas, OKRs e afins e quanto nós nos auto-enganamos muitas vezes fazendo:

a) o que é melhor para o SILO mas não para o CRESCIMENTO da empresa

b) mascarando as “real pains”, os “big problems” ou os elefantes na sala, como costumo falar.

Segue, com leves adaptações:

Se eu quisesse enganar meus investidores, aqui está o que eu faria:

  • Mudar constantemente as definições das métricas
  • Atualizar regularmente a forma como apresento métricas financeiras e quais métricas eu mostro
  • Contar tudo como ARR (POCs, coisas pontuais, não reduzir por descontos “one-time”, usar exit rate etc.)
  • Esconder o balanço patrimonial para ocultar que estou capitalizando tudo em vez de lançar no DRE
  • Jogar tudo em G&A (Despesas Gerais e Administrativas) para não afetar a preciosa linha de margem bruta
  • Nunca desistir de um cliente para nunca precisar dar churn nele no ARR waterfall
  • Mostrar só gráficos bonitos, portadores de boas notícias. A meta é não mostrar contexto e detalhes financeiros importantes
  • Explicar que muita coisa é não recorrente e apresentar um “EBITDA ajustado do ajustado” que é MUITO bom
  • Vender acordos ruins, reconhecer tudo como receita, e quando não pagarem jogar em inadimplência para a receita parecer boa
  • Atualizações para investidores baseadas apenas em “vibes”. Nada de números” 🏔

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