Demitir 10% dos funcionários de uma Startup é um layoff?

Li esse insight no ótimo e sempre relevante blog do Tomasz Tunguz e trago a resposta aqui, em tradução livre.

Em resumo, demitir 10% dos funcionários não é um layoff pois isto é uma média recomendada por ano.

A surpresa é que sejam 10% demitidos em uma s´o tacada, isto que chama atenção do mercado. Nos conta Tunguz:

“Muitas empresas estabelecidas forçam isso a partir de uma disciplina de RH que recomenda uma redução anual de 10% em seus funcionários.

Jack Welch, ex-CEO da GE, apelidou-o de Vitality System ou Vitality Curve . Ele supôs que:

  • 20% dos funcionários eram os mais produtivos
  • 70% formavam a base
  • 10% não agregavam ao negócio e deveriam ser liberados. 

Existem custos claros para o Vitality System, mas não vou discuti-los aqui.

Quando leio na imprensa sobre uma redução de 10% no quadro de funcionários, não considero isso um indicador da saúde de uma startup. Em vez disso, é uma aceleração de uma prática de RH no final do ano para maximizar o caixa. 

As demissões que são materialmente maiores do que os benchmarks médios de atrito são uma questão diferente.”

É mais fácil reescrever o código, do que entendê-lo

Li um ótimo post de Joel Spolsky, software developer americano, escrito no ano 2000.

A pergunta que esse post tenta responder é: “Por que desenvolvedores tendem a achar que determinado código está equivocado e acham mais fácil reescrever tudo do zero?”

Ele comentou que desenvolvedores são construtores. Eles tem tesão de “demolir” a obra atual e construirem uma nova obra grandiosa.

E então o autor chega a um ponto interessante:

“É mais difícil ler o código do que escrevê-lo.”

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Links e insights da Newsletter “DealFlowBR”

Já citei aqui algumas outras vezes, mas “DealFlowBR” é uma ótima Newsletter brasileira sobre Venture Capital, Startups, mercado de tecnologia e afins.

Neste domingo monótono resolvi revisitar algumas edições e abaixo um compilado de links e insights do DealFlowBR.

Parabéns ao Guilherme Lima, criador e responsável pela Newsletter pelo grande trabalho.

1-LOW TOUCH ECONOMY

O ‘Board of Innovation’, consultoria americana de inovação e estratégia, chamou a fase que vivemos durante e pós pandemia de “Low Touch Economy” (Economia de baixo contato físico): https://www.boardofinnovation.com/low-touch-economy/

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7 passos para montar uma boa palestra

Antes da pandemia especialmente, me via dando “sim” para muitas palestras.

Hoje menos, seja por falta de tempo ou por escolher melhor como gasto minha energia.

Sobre isso, leia: “Dar e Receber”.

Já dei palestras:

  • Boas: fizeram sentido para as pessoas; os outputs foram claros; o objetivo foi cumprido e eu mesmo senti que era isso.
  • Nem tão boas: confusas; tempo se alongou; adicionei muita coisa e não cortei outras; pouco tempo de preparação; dentre outros pontos.
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O que não se registra, o vento leva

Documentação.

Playbooks.

Registros de processos.

Não importa o nome que você dê. A medida que uma Startup cresce, o maior problema que se tem é comunicação, segundo Ben Horowitz.

As coisas que não são registradas são levadas pelo vento:

  • Um funcionário que detinha aquele conhecimento e saiu de férias
  • Um software que era utilizado para registro de reuniões, que ao ser cancelado fez a empresa perder horas de conteúdo útil
  • Uma documentação que uma pessoa salvou num arquivo e perdeu na restauração do notebook, e por aí vai.

Registre processos, ações, ideias. Registre as coisas sempre pensando na premissa:

“Se eu tirar férias de 30 dias a partir de amanhã, e um novo funcionário entrar, ele conseguiria exercer seu trabalho?”

E se você é líder, o mesmo vale para seus liderados. Registre, senão o vento leva. Lidere projetos que registrem o que é importante. Você pode até perder tempo fazendo isso, mas ganhará muito mais no longo prazo.

Leia também: Como criar um Playbook para minha empresa?

Até!