Relevante Tweet de Greg Isenberg:

“Precisa ser dito:
Muitas empresas de IA que levantaram US$ 10M, US$ 50M ou até mais de US$ 250M têm sérios problemas de churn.
Muitos produtos de IA são testados porque são a novidade do momento. As pessoas se cadastram, fuçam um pouco, sentem o “wow”, comentam com um amigo, talvez até paguem por 1 ou 2 meses. Aí a vida real acontece e a assinatura é cancelada discretamente depois de 3 a 6 meses.
Eu chamo isso de “Vibe Revenue”.
Dinheiro que vem da curiosidade, da novidade ou do FOMO — e não porque o produto se tornou essencial no fluxo de trabalho de alguém.
As pessoas pagam porque é legal testar, não porque não conseguem imaginar a semana delas sem aquilo.
A parte perigosa é que a receita de vibe parece exatamente product–market fit no começo!!
As curvas de crescimento sobem para a direita. O feedback soa positivo.
Os fundadores continuam dizendo: “nossos modelos de IA ainda vão melhorar bastante!”, sempre que alguém aponta o churn.
Se eu ganhasse uma moeda toda vez que ouço isso…
Mas a verdade é que modelos melhores não criam hábitos automaticamente. Eles não corrigem integrações superficiais nem dão poder de permanência a um produto.
Em IA, o custo de troca é baixo e novas alternativas aparecem toda semana. A curiosidade consegue sustentar a receita por mais tempo do que deveria — especialmente quando há muito capital disponível. Algumas dessas empresas continuarão captando. Muitas vão bater num muro quando a retenção contar a história completa.
Muitos funcionários que, no papel, vão se achar milionários vão aprender essa lição da forma mais dura.
As soluções que sobrevivem são diferentes. Elas são usadas em dias entediantes, dias estressantes e dias corridos. Não dependem de momentos “wow”.
Elas conquistam um lugar permanente na forma como o trabalho realmente acontece — e aí sim merecem valuation, investimento e tudo mais.
Vibe Revenue está por toda parte. Cuidado para não se confundir”. 🏔

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