A falácia do conhecimento

Uma das pérolas recentes que li no Twitter:

“Existe um certo tipo de pessoa que está em toda parte hoje em dia, especialmente na internet.

Ela consome uma quantidade infinita de informação todos os dias: filosofia, psicologia, produtividade, espiritualidade, neurociência, negócios, desenvolvimento pessoal, história.

Sabe um pouco sobre tudo, mas vivencia profundamente quase nada. Toda a sua identidade passa a ser construída em torno de compreender, em vez de viver.

  • Assiste a vídeos sobre autoconfiança em vez de falar com confiança.
  • Lê sobre disciplina em vez de se tornar disciplinada.
  • Estuda relacionamentos em vez de aprender a amar.
  • Consome conteúdo motivacional em vez de agir.

Ela se sente inteligente porque está constantemente sendo estimulada mentalmente. Mas estímulo não é transformação. Na maior parte do tempo, o conhecimento se torna uma proteção emocional. A realidade é imprevisível. A realidade humilha. A realidade expõe fraquezas.

Livros e ideias não fazem isso. Dentro da informação, ela pode continuar imaginando que é inteligente, profunda, perspicaz, diferente das pessoas comuns. Assim, permanece presa à preparação.

Ela vive com a sensação constante de que está “se tornando” alguém, enquanto sua vida real permanece estranhamente intocada.

[…] Com o tempo, começa a confundir autoanálise com crescimento e informação com sabedoria. Mas, por trás da inteligência, geralmente existe a mesma coisa: medo. Medo de fracassar. Medo de passar vergonha. Medo de a realidade responder de volta.

No momento em que ela realmente age, já não pode mais se esconder dentro do próprio potencial.” 🏔

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