O “Não sei que não sei” te limita (Niels Bohr)

Lendo a biografia de Robert Oppenheimer, me deparei com um causo curioso:

Naquela primavera, com a saúde mental reparada, Oppenheimer trabalhou intensamente naquele que se tornaria seu primeiro artigo de importância em física teórica, um estudo do problema da “colisão”, ou “espectro contínuo”. O trabalho foi difícil.

Niels Bohr

Certo dia, Robert Oppenheimer entrou no escritório de Ernest Rutherford e viu Bohr sentado numa cadeira. Rutherford se levantou de trás da mesa e apresentou o aluno. Em seguida, o renomado físico dinamarquês perguntou polidamente: “E então, como está indo?”

Robert respondeu com franqueza: “Estou com dificuldades.” Ao que Bohr devolveu: “Dificuldades matemáticas ou físicas?” Diante da resposta de Robert — “Não sei” —, ele comentou: “Isso é ruim.”

Tenho que concordar com Bohr que “nem saber o que não sabemos” em um aspecto core da nossa job, carreira, do que precisamos entregar e o que é esperado de nós, é algo ruim.

Precisamos ao menos partir pro “sei que não sei” para então focarmos no que aprender, desenvolver, ter no radar.

Os melhores profissionais que conheço possuem este aspecto farejador de não se acostumarem com o “não sei que não sei”. Estar com dificuldades é perfeitamente normal, mas se resignar a não ter ideia do que fazer a partir disso é que é o problema.

Vai na ideia dos “7 Níveis de um Analista” – leia aqui.

Até! 🏔


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