Venho de uma “escola” onde grandes ídolos do meu mundo, tech, são obcecados em seus livros preferidos.
Essas pessoas constantemente citam essas obras como “nortes” para decisões. Praticamente têm esses autores como grandes parceiros de jornada. E aprendi a ser assim também, sendo alguns dos meus: Thoreau; Tim Ferriss; Ben Horowitz; Andy Grove; Agassi; Murakami; Stephen King... Dentre tantos outros.
Lê-los e relê-los é praticamente um ato de respeito. Se pudesse consumir “pílulas de conteúdo” de todos eles, não chegaria a 1% da experiência de ler seus livros completos.
Acontece que vi este gráfico:

Ou seja, o número de e-books lançados na Amazon pós-GPT e AI chegou a patamares inéditos, praticamente o triplo. Isso quer dizer que este conteúdo-lixo que acabou com o Linkedin (para mim não tem mais salvação) também afetou o mundo literário.
Isso me deixa triste de certo modo. Sou o que mais defende AI para recriarmos nossas jobs, para automatizarmos muito mais nossa vida e carreira, mas quando se trata de escrita original tenho meu pé atrás.
Sendo assim, concluo não tendo certeza se meu próximo livro será um livro. Me parece que um livro não é mais aquilo tudo. E se o nível abaixou, diminui também o interesse das pessoas, e por aí vai. Resta refletir e esperar. 🏔

Deixe um comentário