Ouvi de um bom empreendedor:
“Antigamente eu contratava pessoas acreditando muito no que a pessoa falava.
Entrevistava pessoa perguntando sobre projetos que se envolveu, entregas; fazia teste técnico. Isso era 95% e 5% era fit cultural.
A medida que fui amadurecendo, fui entendendo mais sobre:
- Linguagem corporal: entender se consigo ler a pessoa
- Por que quer trabalhar comigo: qual motivo leva a pessoa a querer desempenhar aqui
- Background check: entender com outras pessoas de empresas anteriores mais sobre aquela pessoa
E especialmente, entendi que “HARDWARE É IMUTÁVEL”.
- Na primeira infância (até 7 anos) é onde o Hardware da pessoa é construído
- Se a pessoa não é criativa, e acreditamos que entrando na empresa vamos dar um curso sobre criatividade para sanar isso, é loucura
- Por isso tenho muitas conversas com a pessoa sobre: como é relação com pais? com cônjuges? com filhos? com amigos?
- Não acredito que exista pessoa no CNPJ e CPF – são a mesma pessoa
Minhas conversas viraram “papo de brother”.
Um exemplo prático: estou contratando pessoa para expandir contas para o Nordeste. Preciso de uma pessoa desenvolta, de relacionamento, disponível para viagens 70% do tempo… E entender o “hardware” da pessoa faz toda diferença.
Muitas vezes a pessoa está na ânsia de entrar e a vaga não tem fit nenhum com ela. Por essas e outras, posso demorar 4-6 meses para fechar uma vaga estratégica”.

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