Sua vibe pode não ser a vibe deles (Jason Alexander)

Vi uma Masterclass com o grande Jason Alexander (George Costanza de Seinfeld) na Boston University.

Um dos pontos que mais me fizeram refletir:

“O fato de o ator estar vivendo uma experiência emocional não quer dizer que o público também a esteja sentindo.”

Por ex: se o ator estiver em um ápice emocional com o papel, mas o público ainda estiver em outra sintonia, a conexão simplesmente não acontecerá.

Aí entra a técnica do ator de conseguir trazer essa experiência emocional da maneira certa, no tempo certo, para fisgar o público.

Lembro que em “Back to the Future” (De Volta para o Futuro) escalaram um ator que estava completamente apavorado com o fator “estou voltando no tempo”, tornando um filme de suspense ou terror. Wrong vibe, dude!

Chamaram então o lendário Michael J. Fox que trouxe a experiência emocional certa para o papel de Marty Mccfly: um medo do desconhecido, mas que dava vontade de assistir. Afinal, esse filme foi feito para ser divertido acima de tudo.

Da mesma forma na nossa carreira a sua vibe pode não ser a vibe deles (líderes, time, pares, clientes…). O ápice da sua alegria pessoal pode cruzar com o pior dia da sua rotina profissional. A dor de um problema em casa pode surgir justamente quando se espera que você lidere, palestre e motive sua equipe. Lidar com essas contradições é o verdadeiro desafio.

Adapte sua vibe ao que é necessário para o momento. Essa sobriedade, se assim posso chamar, é algo que observo nas pessoas que admiro na carreira.

Até! 🏔

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