MVP morreu! Vida longa ao MVD, Minimum Visible Distribution! (Sajith Pai)

Bem interessante esse Tweet de um VC, trazendo a ideia de que o problema não é mais CONSTRUIR PRODUTO e sim DISTRIBUÍ-LO, nesta era de IA:

“Existe um certo tipo de pitch que tenho recebido bastante ultimamente: um wrapper de IA — às vezes voltado para finanças pessoais, às vezes um aplicativo de produtividade, às vezes uma solução B2B.

A ferramenta de IA resolve um problema real. Os fundadores têm experiência em startups de alto crescimento. E eles chegam com um protótipo funcional, criado rapidamente com Claude ou Antigravity.

Isso simplesmente não era possível alguns anos atrás.

Naquela época, o próprio MVP — o Minimum Viable Product ou Produto Mínimo Viável — já era um marco para captar investimento. Você levantava dinheiro com amigos e familiares, às vezes conseguia um cheque de um investidor-anjo, apenas para chegar a um protótipo e obter algumas evidências de reação dos clientes antes mesmo de sentar à mesa com um investidor Seed.

O MVP não é mais um sinal

Quando criar um produto funcional ou um MVP está a poucos prompts de distância, o que exatamente construir um produto prova hoje?

Não muita coisa — além de mostrar que o fundador sabe usar bem o Claude.

E, em um mundo onde está cada vez mais fácil criar um produto e cada vez mais pessoas estão fazendo isso, o gargalo deixou de ser a criação do produto e passou a ser a distribuição.

Nunca foi tão fácil criar um produto. Nunca foi tão difícil fazer alguém usá-lo.

Minimum Visible Distribution, não Minimum Viable Product

Os fundadores agora precisam pensar menos em termos de MVP e mais em algo que chamo de MVD: Minimum Visible Distribution — Distribuição Mínima Visível.

Se você é um fundador de primeira viagem e/ou não consegue apresentar evidências de que possui uma vantagem legítima para vencer no mercado em que está construindo — por exemplo, você construiu uma vertical de sucesso na sua startup anterior e agora está construindo algo em um espaço semelhante ou adjacente — então precisa apresentar evidências da sua capacidade de vencer pela distribuição.

Isso pode ser uma parceria com um influenciador, uma marca pessoal, um canal no YouTube sobre o tema que você está construindo com uma audiência real.

Algo que convença o investidor de que você tem o direito de competir — e vencer — nesse mercado por meio da distribuição.

Sem um MVD, é difícil para um VC como nós apostar em um fundador de primeira viagem baseado apenas em um produto criado rapidamente.

2 coisas podem substituir um MVD

Uma delas é uma vitória anterior, caso você seja um fundador de segunda viagem.

A outra é experiência real no mercado em que você está construindo, fornecendo evidências de founder-market fit. Por exemplo: dois ou três cofundadores que realmente trabalharam em empresas como Groww ou Zerodha e agora querem construir algo no mercado fintech.

Na ausência dessas duas coisas, o MVD é o que separa você de uma conversa séria com um investidor.

O MVD, e não o MVP, é o novo marco

Coloque-se no lugar de um VC por um momento.

Depois de ouvir um pitch, a primeira coisa que um investidor normalmente pensa não é: “A ideia é boa?”

É: “O que eu faço com isso agora?”

Essa pergunta percorre toda a cadeia.

Um investidor júnior se pergunta se consegue levar aquilo para um sócio. O sócio se pergunta se consegue levar aquilo para o comitê de investimentos.

Cada camada faz essencialmente a mesma pergunta:

“Isso é convincente o suficiente para a próxima camada?”

E isso significa que, como fundador, você precisa apresentar uma evidência mais forte do que apenas um protótipo.

Essa evidência é o MVD.

Cada vez mais, esse é o verdadeiro primeiro marco de uma startup — antes mesmo do produto.

Então, fundadores: quando você encontrar o problema ou o espaço de mercado que deseja atacar, pense em construir uma Minimum Visible Distribution.

  • Uma comunidade.
  • Uma conta no Instagram — mesmo que tenha apenas algumas centenas de seguidores.
  • Uma parceria com um influenciador.
  • Um canal de conteúdo.

Esse será o primeiro “produto” que você vai lançar — muito antes do seu produto para o cliente.

E talvez esse seu “produto de conteúdo” seja mais importante para o investidor do que o próprio produto destinado ao cliente.

Porque o produto do cliente vai mudar — ou pode mudar com apenas alguns prompts.

Mas sua distribuição, sua audiência e sua capacidade de alcançar pessoas não podem ser construídas tão facilmente.” 🏔

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