NFTs: Uma irresponsabilidade dos tempos modernos?

Para mim, a rede social mais útil para ler e ouvir coisas interessantes sobre o mundo de Startups-Tech tem sido o Twitter.

Lá vi o vídeo “Right Clicking All The NFTs” de um Podcaster americano, que entrevistou Geoffrey Huntley, um australiano que mora em uma van e é um nômade digital.

Mas que fez um movimento corajoso remando contra a maré de afirmações sem fundamento de não-especialistas e pessoas que não fazem o esforço mínimo pra entender mais profundamente antes de afirmar nas redes: “NFT é o futuro!”.

Em resumo, o que Huntley defende:

-Criou uma espécie de “Pirate Bay” chamada “NFT Bay”, em sinal de protesto

-Lá é possível baixar uma cópia de cada NFT que quisermos

-Ele vê NFTs como uma grande irresponsabilidade dos tempos modernos – seja por que não valem isso, seja pela geração de energia que o blockchain demanda de mineiração no Ethereum

-Para corroborar com a ideia, Chris Precht, artista, arquiteto e ambientalista austríaco cancelou a venda de suas artes digitais pois 1 peça criada em NFT pode colaborar com a emissão de >200kg de substâncias que aquecem o planeta

-Na Universidade de Cambridge, cientistas estimaram que a mineração de Bitcoins usa mais eletricidade do que países inteiros como a Argentina, Suécia e o Paquistão.

-Apesar dos NFTs serem vinculados com a arte digital – muitas vezes uma forma de rentabilizar, ou ser uma proposta “a favor da arte”, Huntely discorda disso

-Especialmente ao falar que o conteúdo que o NFT tem vínculo é normalmente armazenado em um servidor comum, tornando fácil de piratear

-Além disso, por estarem em servidor comum (ou seja, Web 2.0) daqui a anos algumas podem acabar como 404 (página não encontrada no servidor)

-Segundo ele, as pessoas não compram um produto (ex: uma obra de arte digital) e sim o título de propriedade registrado (ex: um link)

-Muitas vezes os direitos autorais reais pertencem a outra pessoa, inclusive

-A frase mais marcante foi: “NFT não é o tesouro. NFT é o mapa que nos leva ao tesouro. E podemos ter muitos mapas levando a esse tesouro” (como quem falasse: NFTs são links que levam até tal obra – e muitos links podem levar até essa mesma obra), o que vai contra a ideia original de NFT de exclusividade

Reforço: se você se interessa por NFTs não deixe de assistir Geoffrey Huntley na entrevista“Right Clicking All The NFTs”.

Só o tempo dirá se NFTs são tulipas modernas e muita gente vai perder muito dinheiro (ou deixar de ganhar) ou terão a solidez esperada de um novo tempo na Web 3.0.

Qual sua opinião?

Leia também: NFTs: Não forcem tanto, de Igor Puga

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