Pessimismo ou Otimismo? (nos negócios e no dia a dia!)

“Para o otimista, todas as portas têm maçanetas e dobradiças. Para o pessimista, todas as portas têm trincos e fechaduras”.

(Willian Arthur Ward)

Você se considera um pessimista ou um otimista?

Pessimismo: “Vai dar tudo errado”

Desde os antigos até os contemporâneos, podemos contar com visões pessimistas do todo.

A Teologia Cristã nos lembra do ser humano caído, pecador. Sempre teremos a mancha do pecado original vindo de Adão e Eva e vivemos em busca de salvação, em busca do Céu que nos espera.

O Luteranismo, por exemplo, (vertente cristã da Igreja Católica) traz a ideia de que o ser humano é totalmente corrompido pelo pecado. Nem a graça (dom recebido) é bastante pois o coração em si é corrompido.

No ramo da psicanálise, Freud traz a concepção de “eros” (pulsão de vida) e “tanatos” (pulsão de morte) que entram em conflitos psíquicos.

Por exemplo, enquanto há amor também há ódio. Enquanto há bondade, há maldade. Quando plantamos o trigo, colhemos também o joio.

O escritor brasileiro Rubem Alves, exemplifica:

“As pequenas despedidas apenas acordam em nós a consciência de que a vida é uma despedida”

Se pararmos pra pensar, talvez seja mais raro encontrar pensadores otimistas pois o conhecimento nos torna críticos. E maioria das vezes, críticos negativos.

O pessimista, em geral, sempre vai trazer obstáculos, sem a pretensão de enxergar a capacidade de ultrapassá-los. As situações se tornam imutáveis.

Existem pessimistas que falam em cautela, como uma espécie de escudo. Mas pergunto: qual empreendedor de sucesso que nunca arriscou? Cautela tem limites.

Se acompanho alguém que tem horror ao pessimismo, esse é Romero Rodrigues, fundador do Buscapé.

Recomendo esta entrevista, para o Canal do Youtube “Foras de Série”.

Otimismo: Fé no que virá

Voltando à frase inicial do texto, o otimista não fica aprisionado, fixado pelos trincos e fechaduras, e sim procura abri-los.

Schopenhauer, conhecido filósofo prussiano, em “Aforismos sobre a filosofia de vida” abre o livro de uma forma curiosa. Ele diz que a tarefa da filosofia é tornar a vida mais agradável, a existência feliz.

Interessante, não? Portanto concluímos que saber que algo está ruim ou difícil não é pretexto para lamentar um problema, e sim um ponto de partida para a melhora.

Na última semana, vi um quadrinho interessante no instagram: dois arqueiros apontando para um monstro gigante. Um pensava: “Caramba, é grande à beça. Não tem como vencer.” e o outro: “Caramba, é grande à beça. Não tem como errar!”.

Para bem enumerar este tópico, cito três caracterísitcas de um otimista:

1.É apaixonado pelo que faz

A palavra paixão está carregada de diversos significados.

Se por um ponto, podemos enxergá-la como “aquilo que nos afeta”, por outro pode trazer a ideia de “aquilo que nos incendeia”.

Você é apaixonado pelo que escolheu fazer ou é da tribo que lamenta a cada domingo a noite, de que “amanhã é segunda-feira?”.

Recordo-me do personagem Garfield, de Jim Davis. Se pararmos pra pensar, todo o rumo da história é guiado pela frase “I hate monday’s!” (“Eu odeio segundas-feiras”).

A paixão nos traz vitalidade. Por mais que um fim de semana possa ter sido bem aproveitado, precisamos descobrir o equilíbrio para o nosso dia a dia.

Querendo ou não, a revolução industrial nos deixou um legado de produção em séries. Funcionários que mais parecem robôs, em certos pontos.

Prefiro pensar em trabalho lembrando de afazeres artesanais, que vieram antes da industrialização: teares feitos com simplicidade e competência, nos trazendo a essência.

Por isso, traga sua essência para seu trabalho. Com certeza isso pode trazer bons frutos.

2.É ambicioso

Antes de tudo: não confundam ambição com ganância!

O ganancioso quer tudo a qualquer custo. Alguém lembra daquela obra intitulada “Um Conto de Natal”, de Charlie Dickens? Um clássico americano.

No enredo, o personagem principal Ebenezer Scrooge se irrita com a alegria que contagia a todos no natal. Sua ganância e avareza o cegaram.

Eis que é visitado por três fantasmas (do passado, do presente e do futuro) que vêm mostrar como seguirá sua vida se levar a vida de forma gananciosa.

A ambição, pelo contrário, é a capacidade de elevar as coisas que se tem: aprender mais, conhecer mais, estruturar a carreira. Querer mais e melhor.

O otimista carrega a ambição aonde vai.

Em tempos de carnaval lembremos de Martinho da Vila, sempre otimista:

“[…] Canta canta, minha gente.

Deixa a tristeza pra lá.

Canta forte, canta alto,

Que a vida vai melhorar […]”

3.É capaz de transformar vontade em sucesso

O consultor americano Michael Gibbs afirmou que “cerca de 80% das startups falham no Vale do Silício”.

Por que será? Tanta vontade! Tanta iniciativa interessante! Como compreender?

Acredito que para ser capaz, são necessários:

Competência: não podemos dizer que “somos competentes”, e sim que “estamos sendo” competentes.

Líderes de startups de sucesso geralmente tem uma ânsia por conhecer, saber, entender. Não nasceram prontos, de forma alguma.

No ramo futebolístico, cansei de ver jogadores competentes que não tem metade do talento de outros. Porém, fazem o seu melhor para o melhor da equipe com extrema responsabilidade, e por isso tendem a levantar a taça no fim do campeonato.

Constância: quantas ideias fantásticas você já teve em uma mesa de bar? E quantas foram concretizadas?

Cuidar para não deixar a peteca cair, é algo fundamental.

Planejamento do dia a dia, feedbacks constantes, terminar as tarefas que iniciar são pequenas dicas para a continuidade das ações, que podem refletir no sucesso.

Há um provérbio chinês que nos ensina:

“As flores de todos os amanhãs estão nas sementes de hoje”

Quem não crê na vitória, já nasce derrotado! Otimismo no trabalho, otimismo na vida.

Até a próxima!

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